A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
Friedrich Nietzsche

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Filosofia em ALTA

Ela é disciplina obrigatória nas escolas, mania na tevê, nas empresas e até nos livros para crianças - RODRIGO CARDOSO

CONTEÚDO Gabriela Campana, 17 anos, reúne-se com amigos para debater as idéias de Nietzsche e Maquiavel
Empresas contratam filósofos para palestras e consultorias, crianças de cinco anos travam o primeiro contato com o tema e, fora da sala de aula, adolescentes se reúnem para debater idéias de Nietzsche e Platão. Nascida na Grécia há mais de dois mil anos, a filosofia encontra terreno cada vez mais fértil no Brasil – até mesmo na tevê. No programa Fantástico, da Rede Globo, o quadro “Ser ou não ser” sobre filosofia entrará em sua terceira temporada. “A filosofia está em alta”, afirma a filósofa Viviane Mosé, apresentadora da atração. Ela, que carrega o mérito de tornar didático um tema pouco palatável, conclui: “O que está em baixa é a forma acadêmica de pensar.”
A crítica de Viviane é para o projeto de lei, recém-sancionado pelo governo federal, que obriga as escolas do País a incluir filosofia e sociologia no currículo do ensino médio. “Da maneira como o ensino é fragmentado, a filosofia vai ser mais uma decoreba sobre quem é Sócrates e quando nasceu Platão”, teme ela. Mas há boas iniciativas, como a do Centro de Filosofia Educação para o Pensar – Filosofia com Crianças, Jovens e Adolescentes, que ensina o tema para alunos a partir de cinco anos. Constituída de educadores e filósofos, o centro tem parcerias com 300 escolas do País. O método de ensino faz o aluno discutir filosofia em todas as disciplinas, e não apenas em uma matéria. “Prestamos assessoria pedagógica para professores e produzimos o material didático, que é adaptado ao nível cognitivo do aluno”, explica José Carlos Freire, assessor pedagógico do centro. Filósofo e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Mário Sérgio Cortella também foca nos filósofos mirins. Ele lançará este ano O que é pergunta, seu primeiro livro sobre filosofia para crianças. O interesse do mercado editorial pelo tema é crescente.
“Por muito tempo, a tecnologia fez o mundo focar no ‘como’ em detrimento dos ‘porquês’ e, enfadadas, hoje as pessoas procuram reflexões”, explica Cortella. No ano passado, ele deu 30 palestras sobre filosofia e ética para gestores do Banco Bradesco. “Ficou chique consumir filosofia”, diz o acadêmico, que discursa ainda aos funcionários da metalúrgica Gerdau sobre a diversidade humana. No Rio, a filósofa Viviane segue o mesmo caminho. “Ajudo o executivo a ler o que acontece no mundo contemporâneo e a agir no presente”, afirma.
Entre seus clientes estão a Petrobras, a Vale, O Boticário e o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo, que a contratou para falar sobre ética e comprometimento aos funcionários. Um dos maiores centros de cursos livres na área de humanidade, a Casa do Saber também percebe o maior interesse pelo tema. Criada em São Paulo, hoje atua também no Rio de Janeiro e expandiu o número de cursos de filosofia de nove, em 2004, para os atuais 175.
Componente curricular excluído da escola pela ditadura em 1968, a filosofia seguiu existindo em colégios particulares, como o Santo Américo, em São Paulo, que desde 1975 ensina a disciplina. Aluna do terceiro ano do ensino médio, Gabriela Campana, 17 anos, reúne-se com amigos, durante as férias, para debater as idéias de Nietzsche e Maquiavel. E filosofa ao falar do valor do conhecimento: “Para estabelecer princípios e formar uma maneira própria de agir é preciso saber como outras pessoas pensavam o mundo e tentavam melhorá-lo.”

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Os instrumentos do filosofar - aula 1

Escola Estadual Coração Eucarístico
Ano de 2009 - Filosofia

1. Aprendendo a ler

Aprendendo a ler o mundo

"Hoje é o primeiro dia em que me sinto realmente em férias. E já é janeiro. Passou a correria da entrega de notas, reuniões de conselhos de classe, recuperação, fechamento dos diários de classe, seguida da outra correria, a preparação das festas de fim de ano: as compras, as visitas, a comida, o transito, o calor, a arvore a ser arrumada... Mas, hoje, finalmente em férias, posso começar a escrever outra vez.
Humm, estou sentindo um cheiro estranho. O que poderá ser? Nossa! Esqueci o feijão no fogo! Queimou. Lá se foi o meu almoço.
Tudo bem. Faço um sanduíche, mas começo a escrever este novo livro.
Ò ilusão! Agora ouço um barulho. Será a campainha? O barulho continua, sempre igual e nos mesmos intervalos de tempo. Ah! É o telefone. Já tocou umas dez vezes. Talvez seja algo importante. Será que aconteceu alguma coisa com as crianças e estão querendo me avisar? É melhor atender logo.
_ Alô! Bom dia, mãe... O quê? Tenho de ir aí pra ver o que está acontecendo? (Suspiro.) Ta bom, mãe. Já estou indo...
Pois é, acho que vou deixar para escrever amanhã".


  • Que acontecimentos invadiram o dia da autora?

  • Que significado ela atribuiu a cada um dos acontecimentos?

  • O que aconteceu com o projeto de escrever naquele dia?

  • Passamos do dia dando significados às coisas.

  • Ao ato de atribuir significados podemos dar o nome de leitura.

  • Para fazermos uma leitura do mundo é preciso estar atentos a tudo que acontece a nossa volta. (Usamos todos os nossos sentidos nessa leitura.)

  • Conceito de Texto em latim Tecido.

  • Exemplos de texto: pintura, filme, imagens na televisão.

  • A tarefa de leitura depende da vivencia de cada leitor.

    "Todos nós alfabetizados ou não precisamos aprender observar o mundo ao nosso redor, aprender a estar constantemente indagando: O que isto significa? O que isto quer dizer? È no momento que nos colocamos essas questões que estamos aprendendo a ler".

    Bibliografia:

    Arruda, Maria Lucia Arruda Aranha e Martins, Maria Helena Pires Martins: Temas de Filosofia, Editora Moderna, 2ª. Edição, 1998.

Poema sobre amizade

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein